No mês de fevereiro as crianças voltam às aulas, e uma das maiores preocupações dos pais é com a hora da merenda.

 

Todos querem o melhor para seus pequenos, mas encontram dificuldade na hora de balancear a merenda saudável com a praticidade dos produtos industrializados. O Lactobacilo vai contar a você quais produtos devem ser evitados e o que as crianças precisam comer na hora da merenda. Você vai descobrir agora como é fácil preparar um lanche nutricionalmente balanceado e que agrade ao paladar da meninada.

 

Para começar, é bom que os pais (ou os responsáveis pela criança) conheçam a política de alimentos da escola - se oferece merenda aos alunos, se promove a educação nutricional, se possui lanchonete, cantina ou refeitório, etc.

Até saber se a escola dispõe de geladeira para guardar as merendas que as crianças levam de casa é importante, porque é muito comum ocorrerem intoxicações alimentares por causa da merenda, sabia?


A higiene na hora de preparar a merenda é fator decisivo para prevenir estas intoxicações provocadas pela comida. Quanto menores as crianças, maior o risco a que elas se expõem quando entram em contato com alimentos contaminados, podendo chegar a quadros muito graves. A coisa é séria... Por isso, todo cuidado é pouco!

 

 

Hora da Merenda – cuidados com a lancheira das crianças

Cuidados com a higiene

É importar deixar bem claro que os alimentos industrializados não são nutricionalmente adequados, apesar de proporcionarem maior segurança higiênica. Quando você for comprar os produtos que farão parte da lancheira de uma criança, leia, com muita ATENÇÃO, as informações nutricionais que estão nos rótulos destes produtos. Observe, especialmente, a quantidade de calorias, açúcares, gorduras totais (e também de gorduras saturadas e trans) e sódio.

 

Sabemos que é muito comum as crianças trocarem suas merendas quando estão lanchando em grupo. Procure reunir-se com os outros pais e estabeleçam um acordo banindo da merenda de seus filhos produtos como refrigerantes, salgadinhos (tipo chips), biscoito waffer, biscoito recheado e guloseimas (chocolates, balas, pirulitos, doces, chicletes, etc.).

 

Lembre-se que as informações do rótulo são calculadas por porção do produto – então, procure observar também qual é o tamanho da porção. Até os seis anos, o apetite das crianças é pequeno, e as porções de alimentos oferecidas devem ser menores, correspondendo de ¼ a ½ porção para um adulto.

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Procure optar sempre pelos produtos que contêm fibras em sua composição.

 

As fibras são importantes para controlar o funcionamento intestinal, participam da produção de ácidos graxos essenciais e previnem várias doenças, inclusive a obesidade. Alimentos industrializados como pães, biscoitos e iogurtes são facilmente encontrados em versões enriquecidas com fibras.

 

Outro detalhe importante, quando se trata de produtos direcionados às crianças, é a presença de corantes artificiais.

No Brasil, alguns corantes que já foram proibidos na Europa ainda são permitidos, e bastante usados pela indústria alimentícia.Os corantes artificiais mais estudados são o amarelo tartrazina, o amarelo crepúsculo e o vermelho 40 – eles podem provocar alergias, hiperatividade ou déficit de atenção, e, até mesmo, mutações genéticas. Produtos com os dizeres “Colorido Artificialmente” no rótulo devem ser evitados ao máximo pelas crianças.

A merenda da garotada deve conter carboidratos (pães, biscoitos, cereais), proteínas (leite e seus derivados, nozes e castanhas, soja) e frutas (de preferência frescas). Procure variar o cardápio diariamente e acrescente, de vez em quando, algum alimento que a criança se recusa a comer. Os hábitos alimentares começam a ser formados muito cedo e durante toda a infância a educação nutricional pode ser trabalhada. Uma criança que se alimenta bem se tonará um adulto muito mais saudável.


Veja abaixo a nossa sugestão de um cardápio para duas semanas de merendas que vão agradar crianças e mamães. Deixe a criança participar da preparação do seu lanche e aproveite para falar sobre as diferenças entre os alimentes, que uns são mais saudáveis que outros. Assim, quando esta criança crescer e você não tiver mais controle sobre o que ela come, ela saberá escolher a opção mais saudável na hora da merenda.


Cuidados nutricionais

Normalmente, as creches ou escolas infantis não dispõem de geladeiras ou refrigeradores para guardar a merenda das crianças até a hora do intervalo. Por essa razão, alguns alimentos que não podem ficar fora da geladeira por mais de duas horas devem ser evitados, como presunto, leites e queijos (inclusive o requeijão), bolos com recheio cremoso, carnes (incluindo frango e peixes), ovos, sucos de frutas caseiros e legumes cozidos.

Todos os utensílios que a criança usa para merendar, incluindo a própria merendeira (lancheira), devem ser lavados imediatamente após ela chegar da escola. Quando você for comprar a merendeira e os outros utensílios (garrafas térmicas, pratos, copos, talheres, etc.), dê preferência àqueles que podem ser lavados com mais facilidade. Limpe o interior da merendeira com um pano umedecido em uma solução de álcool 70%. Se você não tiver álcool, dilua uma colher de sopa de água sanitária (hipoclorito de sódio) em 1 litro de água limpa (tratada, filtrada ou fervida) e use esta solução para limpar a lancheira. Lave as garrafas térmicas por dentro com a ajuda de uma escova, semelhante às usadas para lavar mamadeiras.

 

Antes de preparar a merenda que a criança vai levar para a escola, lave bem as mãos e os utensílios que você for usar. Frutas, hortaliças ou legumes devem ser bem lavados, sanitizados e embalados com plástico filme ou papel alumínio antes de serem colocados na merendeira. Procure preparar a merenda na hora que a criança estiver saindo para a escola – caso precise preparar com antecedência, mantenha tudo embalado e dentro da geladeira. Não se esqueça de acrescentar guardanapos e uma toalha (ou jogo americano) para criança usar como apoio na hora de merendar.

Os produtos industrializados são - do ponto de vista da HIGIENE - mais seguros para o consumo, pois eles contêm substâncias que inibem a proliferação das bactérias. A maionese comercial, por exemplo, pode ser usada nos lanches, assim como o catchup e a mostarda – mas a maionese caseira deve ser evitada. Os achocolatados prontos (tipo Toddynho) e os sucos em embalagem Tetra Pak também estão liberados.

 

Frios defumados, como o queijo provolone, que podem ser mantidos fora da geladeira, são permitidos. Pães, misturas de cereais, geléias, biscoitos, frutas, hortaliças e legumes crus são outros alimentos que podem fazer parte do cardápio do lanche.


Juicy Lemon

Dieta BIG

 

Fim de ano

 

Batalha Nutricional

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Se você quer saber mais sobre as informações nutricionais obrigatórias nos rótulos dos alimentos industrializados, baixe os Manuais do Consumidor da ANVISA na nossa página de downloads.

Nesta seção, destacamos as características mais ou menos saudáveis de diversos produtos alimentares industrializados que encontramos nos supermercados. A intenção aqui é ajudá-lo a escolher melhor o que você vai comer a partir da análise das informações nutricionais contidas nos rótulos ou embalagens dos produtos.

 

Quer ter uma alimentação mais saudável? Então adquira o hábito de ler as informações nutricionais que estão nas embalagens dos alimentos industrializados e faça suas escolhas de maneira mais consciente.

 

Aproveitando o clima de volta às aulas, vamos analisar os biscoitos industrializados: doces ou salgados, eles são muito populares na merenda das crianças e a imensa variedade de marcas, sabores e estilos pode deixar qualquer um zonzo! A diversidade chega a ser desnecessária e é quase impossível alguém sair do supermercado sem levar um pacotinho de biscoito consigo.

 

Quando os consumidores finais dos biscoitos que compramos são crianças, os cuidados devem ser redobrados. Nos biscoitos salgados, por exemplo, a principal informação a ser observada é a quantidade de sódio, que pode ser bastante elevada nestes produtos. Mas, existem outros detalhes que podem passar despercebidos e que fazem muita diferença para a saúde.

 

Todas as informações que você precisa para saber se o alimento que está adquirindo é saudável estão no rótulo do produto. Veja o que você deve observar quando for comprar biscoitos salgados e quais são as marcas que estão desenvolvendo produtos menos nocivos à nossa saúde.

 

Para um desafio triplo, escolhemos as marcas Nestlé (Combina Com Integral – R$ 2,79), Club Social (Sabor Presunto – R$ 2,99) e Piraquê (Cream Crackers Integral – R$ 2,09). Vejamos como elas se saíram na nossa Batalha Nutricional!

crônicas e notícias

 

Conhecendo melhor os alimentos

A banana é uma fruta extremamente nutritiva, rica em frutose, glicose, vitaminas A e C, ácido fólico e potássio. Como não possui amido, sua digestibilidade é excelente e ela é muito eficiente contra diarréias, transtornos agudos digestivos, inflamações intestinais (principalmente no intestino grosso), espru tropical e doença celíaca.

 

Esta fruta possui a capacidade de modificar o desvio ácido do metabolismo e de aumentar as reservas alcalinas do sangue ao mesmo tempo. Imediatamente após o consumo da banana, é possível observar alterações favoráveis na urina. Por esta razão, a banana é recomendada para as pessoas que sofrem com enfermidades renais ou estomacais, nefrites, hidropisia, tuberculose, anemias e cálculos biliares.

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Fonte: COSTA, Eronita de Aquino. Manual de nutrientes – prevenção das doenças através dos alimentos. Editora Vozes: Petrópolis, 2002. 2ed. 236p.

A banana contem uma substância oleosa que suaviza as membranas mucosas irritadas, auxiliando no bom funcionamento muscular - especialmente em casos de colite ulcerativa ou de outras afecções no reto. Como o carboidrato da banana é de fácil absorção, pessoas com colite toleram bem a fruta.

 

Veja na tabela abaixo outros nutrientes que são encontrados na banana:

 

 


 

Norte-americanos em guerra contra a má alimentação

 

As novas diretrizes recomendam reduzir o consumo diário de sal para menos de 2.300 mg, ou uma colher de chá de sal por dia. Pessoas com mais de 51 anos, afro-descendentes, ou com hipertensão (o que corresponde à metade da população americana), são orientadas a fazerem uma redução do consumo de sódio ainda mais drástica: 1.500 mg/dia.

 

O Guia Dietético 2010 também sugere que os consumidores comprem menos produtos com gorduras, açúcares adicionados e grãos refinados, e que passem a comer mais cereais integrais, frutas, verduras, produtos lácteos com baixos teores de gordura, carnes magras, aves e frutos do mar. Outras orientações são reduzir a quantidade total de calorias da dieta, evitar os refrigerantes (e beber mais água) e praticar atividades físicas diariamente.

 

O grande problema que as pessoas enfrentam para reduzir o consumo de sal é que a maior parte do sódio da dieta não vem do saleiro, mas dos produtos alimentícios industrializados – que são cada vez mais usados pela população. O desafio já não é a conscientização do consumidor, mas a adequação da indústria de alimentos às recomendações nutricionais que foram propostas.

Na última segunda-feira, dia 31 de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos publicou a versão de 2010 do Guia Dietético para os Americanos, uma apanhado de orientações nutricionais que é atualizado a cada cinco anos.

 

Como mais de um terço das crianças e dois terços dos adultos são considerados obesos na América, esta edição do Guia Dietético está bem mais exigente do que as anteriores, especialmente no controle do consumo de sódio.

A Primeira-dama norte-americana Michelle Obama defende uma melhor nutrição e através da sua campanha "Let's Move" (“Movimente-se”, numa tradução livre) combate a obesidade, melhorou a merenda escolar e oferece aos jovens mais atividades físicas e informações sobre hábitos de vida saudáveis. No início deste mês, ela assinou uma parceria com a gigante do varejo no mercado de alimentos, a Walmart, para produção e comercialização de produtos mais saudáveis, com menos gordura, sal e açúcar.

Esta foi, sem dúvida, uma grande vitória dos americanos na sua guerra contra a obesidade e um exemplo a ser seguido por outros países que estão vendo sua população engordar mais a cada ano.

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