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Referências

 

CESAR, Thaís Borges; BIANCHI, Maria de Lourdes Pires. Recomendações energéticas. In: TIRAPEGUI, Julio. Nutrição: fundamentos e aspectos atuais. – São Paulo: Editora Atheneu, 2002. Cap. 7. pág. 89 a 96.

 

Conferência nacional de segurança alimentar e nutricional. Ações de promoção e vigilância em saúde e nutrição. Acessado em 200.152.41.8/ascom/consea/Arquivos/Pdf/10-Acoes_de_Promocao.pdf . (16/08/06).

 

EARL, Robert; BORRA, Susan T. Diretrizes para planejamento dietético. In: MAHAN, L. Katheen, ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause – alimentos nutrição e dietoterapia. São Paulo: Editora Roca, 2002. 10ª edição. Cap. 15, pág. 320 a 340.

 

IOM/NAS – Institute of Medicine/ Nacional Academy od Sciences. Tabelas de Ingestão Dietética de Referência. Acessado em: http://www.iom.edu/?id=21381. (16/08/06).

 

JOHNSON, Rachel K. Energia. In: MAHAN, L. Katheen, ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause – alimentos nutrição e dietoterapia. São Paulo: Editora Roca, 2002. 10ª edição. Cap. 2, pág. 18 a 29.

 

 

Gestação

As recomendações nutricionais devem considerar as necessidades específicas da mulher nesta fase e são fundamentais para o pleno desenvolvimento intra-uterino da criança, evitando o ganho de peso insuficiente e, conseqüentemente, o baixo peso ao nascer, partos prematuros e riscos no momento do parto. Previnem também risco de sobrepeso (associado à pressão alta e eclâmpsia), bem como o diabetes gestacional e a anemia. As queixas comuns (como náuseas, vômitos, azia etc...) devem ser objeto de aconselhamento e a orientação nutricional é um instrumento-chave em todas essas situações. Durante a lactação (período de amamentação), as necessidades nutricionais também merecem especial atenção, pois a nutriz (mulher que amamenta) precisa de mais energia, proteínas, vitaminas e minerais para manter sua saúde e produzir leite com qualidade e em quantidade suficiente para o bebê.

 

 

Bebês (até 2 anos)

 

Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida como prática eficaz de proteção à saúde da criança. Como forma complementar de alimentação, o aleitamento deve seguir até os 2 anos. Já nesse período, os hábitos alimentares estão em formação, sendo fundamentais ações que estimulem o consumo de alimentos variados, dos diferentes grupos. É comum observar falta de apetite nas crianças deste grupo, especialmente durante as refeições básicas (almoço e jantar), devido ao fácil acesso às guloseimas (balas, biscoitos, refrigerantes) e à alta incidência de infecçõese verminoses.

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A alimentação oferecida nos diferentes ambientes que a criança freqüenta – creches, escolas, locais de lazer – deve ser monitorada para que ela tenha acesso irrestrito a uma alimentação saudável. Também é importante evitar que a criança adquira hábitos alimentares que venham a se constituir em risco à saúde, como o consumo regular de alimentos com alta densidade energética (açúcares e gorduras).

 

 

Escolares (2 a 12 anos)

 

Este grupo é menos vulnerável do que o grupo dos bebês, pois as crianças já são capazes de escolher seus próprios alimentos (quando bem orientadas) e, normalmente, têm um apetite voraz. Por estarem em fase de crescimento, as exigências nutricionais dos escolares são altas, com especial atenção às necessidades hídricas (de água), pois o corpo das crianças pode ficar desidratado rapidamente. A merenda escolar assume uma grande importância e deve ser constituída de alimentos saudáveis (frutas, pães integrais, leite, etc...). Como os hábitos alimentares ainda estão em formação, o consumo de alimentos industrializados (biscoitos, salgadinhos tipo chips, refrigerantes, etc...) deve ser desestimulado.

 

Adolescentes (12 a 20 anos)

Os requerimentos energéticos e nutricionais dos adolescentes são altos, pois esta fase é caracterizada por um crescimento físico acelerado – acompanhado da maturação sexual e mental. Como já são bastante independentes, os adolescentes costumam selecionar alimentos de baixo valor nutritivo e alta densidade calórica (alimentos industrializados, sanduíches, frituras, doces, refrigerantes, etc...). Nesse período, algumas questões merecem atenção especial, como os riscos de transtornos alimentares (anorexia, bulimia e compulsões), o baixo-peso, o sobrepeso, a obesidade, a anemia (cuja prevalência cresce significativamente) e a gravidez na adolescência, que, por sua vez, aumenta o risco de partos prematuros e crianças com baixo peso ao nascer.

 

 

Adultos (20 a 60 anos)

A alimentação adequada do adulto é fundamental para a manutenção da saúde e do peso corporal, evitando o surgimento de doenças como diabetes e hipertensão, além de carências nutricionais. Os requerimentos energéticos são estimados levando em consideração a prática de atividade física, a massa corporal e a idade, bem como o estado fisiológico (presença de patologias e gravidez ou lactação, no caso das mulheres).

 

 

Terceira Idade (a partir de 60 anos)

 

Os idosos costumam apresentar falta de apetite e baixo consumo de alimentos, o que pode ser corrigido com a oferta de alimentos com alta densidade energética (mais calóricos) e bem temperados. As dificuldades de mastigação, deglutição e digestão podem ser contornadas com a oferta de alimentos com a consistência modificada (mais macios – purês, suflês, pudins, sorvetes, etc...) em refeições pouco volumosas.

A boa alimentação durante todas as fases vida é determinante para a qualidade de vida que uma pessoa pode esperar gozar na velhice. Na nutrição do idoso, deve-se dispensar atenção às vulnerabilidades psicossociais que podem acentuar os problemas de acesso a uma alimentação saudável nesta fase – dificuldades para adquirir e preparar os alimentos, de socialização, de motivação para se alimentar e praticar atividades de lazer, etc... Podem surgir restrições de ordem médica, devidas à presença de doenças degenerativas (diabetes, hipertensão, insuficiência renal, cardiopatias, etc...), que precisam ser consideradas durante o planejamento alimentar.

fases da vida

Ao longo da vida humana, podemos identificar fases que se destacam por apresentarem características peculiares – infância, adolescência, juventude, idade adulta e terceira idade. Alguns períodos são considerados críticos porque apresentam necessidades fisiológicas e psicossociais específicas, demandando atenção especial com a alimentação: a gestação, o parto e o período perinatal, a fase do aleitamento e a de transição alimentar, o período pré-escolar, a adolescência e a terceira idade.

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